segunda-feira, 23 de agosto de 2010

vivendo hoje

Todos nós temos metas, objetivos a serem alcançados e é muito comum, na busca incessante por essas metas abdicarmos de muitas coisas na nossa vida. Em muitos momentos abdicamos até de viver, de ser feliz. Adiamos a nossa felicidades e a condicionamos a conquista de uma determinada coisa, que pode ser um bem, um lugar, um emprego, um concurso público, etc. É claro que para alcançar muitas dessas metas precisamos de disciplina, de foco, de abdicação. Mas a disciplina requer também a boa administração do nosso tempo diante das nossas prioridades. Seu emprego é importante, uma promoção é importante, passar em um concurso é importante.E nossa família, nossa saúde, nossos filhos? também não são? - Até mais! - Você deve ter respondido. Mas quantas vezes deixamos de viver alguns momentos ao lado da nossa família, momentos importantes, quantas e quantas vezes nos levantamos de manhã agoniados para pegar nos livros, ou apressados para trabalhar, ou chegamos estressados com o dia de trabalho e esquecemos de dar atenção àqueles que nos esperam anciosos por carinho e afago, por uma conversa, por uma brincadeira: nossos maridos, esposas e filhos.
Há algum tempo tenho pensado nisso e tenho tentado administrar melhor meu tempo, de forma a alcançar minhas metas profissionais, materiais, mas principalmente minhas metas de mãe, de esposa, de mulher. Uma fase de vida não volta, momentos que você perde hoje não tornará a vivê-los, pode viver outros diversos ou até semelhantes, mas nunca igual.
Mas falando nos tais momentos felizes, é possível sim ser feliz nas pequenas coisas do dia, ter momentos agradáveis dentro da tua realidade atual, dentro das tuas possibilidades e até dentro das tuas limitações hoje, buscando sim melhorar cada vez mais, porém sem condicionar a tua felicidade a uma conquista específica profissional ou material. Senão, quando você chegar ao teu objetivo terá deixado de viver muitas coisas. Sem falar que nós, seres humanos, vivemos sempre em busca de algo mais e, de busca em busca, o tempo passa e você não vive. 
Dalai Lama dizia que a felicidade é um estado de espírito. Se a sua mente ainda estiver num estado de confusão e agitação, os bens materiais não lhe vão proporcionar felicidade. Felicidade significa paz de espírito. Por isso, busque a sua paz interior e se proporcione momentos de felicidade ao lado dos que você ama e sua escalada rumo as suas metas será bem mais amena.
Quero ter foco, quero ter determinação e quero ter discipina para alcançar os meus objetivos com alegria e não com insatisfação, impaciência ou esgotamento.
Lembrei-me agora de um filme muito bom, que sintetiza um pouco do que eu disse aqui: "click" se você ainda não assistiu, assista.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

GRATIDÃO X SUBSERVIÊNCIA


Gratidão...  É impressionante como o povo confunde Gratidão com subserviência. O dicionário diz que Gratidão é o ato de reconhecimento de uma pessoa por alguém que lhe prestou um benefício, um auxílio, um favor etc. ao passo que subserviência, pelo dicionário é condescendência servil; bajulação; prestar serviço com demasia submissão. Note que existe uma grande diferença entre uma e outra palavra. Não é necessário ser grato para ser subserviente, alguns o fazem por várias razões, por medo, por incapacidade (ou por julgarem-se incapazes), por achar que se a relação, seja pessoal, seja profissional ou outra relação qualquer chegar ao fim, não terão uma outra oportunidade "melhor" do que essa que julgam ter agora.
A gratidão é um sentimento nobre, é a sensação de saber que recebeu algo muito precioso, uma sensação gostosa e nesse momento percebemos que apenas OBRIGADO não faz sentido e precisamos HONRAR O QUE FOI RECEBIDO. Isso é GRATIDÃO.

Estamos gratos quando honramos o recebido

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Educar é preciso!!!


Educar os filhos sempre foi uma preocupação para mim. Sempre soube que não seria fácil, mesmo antes de tê-los, sem querer bancar o torcedor em final de copa do mundo, mas, EU JÁ SABIA! Isso mesmo, eu já sabia que não seria fácil. É meio clichê dizer isso, mas quem é mãe sabe ( e pai tb) que filho não vem com manual de instrução, então nós temos que ajustar a medida certa, educar com amor, sempre.
Mas o que isso? é passar a mão em cima? é não reclamar? É não "castigar"? Amar é dar carinho e dar disciplina na medida certa, seja lá qual for essa medida. No fundo a gente acha, é só atentar. Mas as palavras são essas mesmo: AMOR e DISCIPLINA. Admoestar, repreender, ensinar, impor limites são atos do mais puro amor e a gente precisa fazer isso sem tanta culpa. A correria do dia-à-dia, nos deixa meio molengas, pois tantas horas longe, trabalhando que quando estamos perto a gente só quer dar amor, carinho, queremos sorrir com eles, brincar, e não reclamar tanto, não advertir tanto, não ser a chata. Mas nada de culpa, é o que estou me dizendo agora: Nada de culpa Edja. Educar é preciso e é um ato de amor, se seu filho hoje tão pequeno não consegue entender isso agora, no futuro ele entenderá e saberá enxergar o amor em cada sermão recebido, em cada repreensão, em cada tempo que foi levado a refletir sobre o erro cometido. Como reconheço hoje a educação que recebi da minha mãe, a quem eu devo tudo que sou hoje.

estruturação...em processo

A cada dia, sinto que estou mais perto de conseguir isso. Interiormente estou tranquila. Mas, sei que preciso ter mais disciplina, pois a segunda parte do processo de estruturação só depende de mim. Do que elejo como minha prioridade...

terça-feira, 27 de julho de 2010

ANGÚSTIA



Tenho escutado muito essa palavra ultimamente. Antes estava angustiada por várias questões, mas também com o fato de estar angustiada, rsrsrs...pensava: Meu Deus, será que só eu estou assim? será que toda essa inquietude é muito minha e ninguém mais, ou poucos, compartilham deste sentimento? Mas, basta uma pequena conversa, aqui e ali, dois minutinhos apenas, para você ouvir que alguém está angustiado? ou sentir as inquietações de muitos... Me sinto às vezes numa situação atípica para o período: dentro de mim efervesce e ao meu redor, "inerte". Quero efervescer por fora, estravasar esse sentimento de prazer em fazer o que se gosta, do jeito que se viu e se aprendeu durante uma vida toda, não quero fazer de outro jeito, quero pelo menos fazer com o mesmo entusiasmo que tenho feito ao longo dos anos, do jeito que muitos e muitos operários da construção da democracia fizeram, mas o tempo passa e as consequências vem do fazer ou do não fazer... Prefiro as consequências do fazer!!!

terça-feira, 20 de julho de 2010

Escolhas

Vivemos dividos diante de tantas possibilidades, ficamos sempre entre ir ou não ir, fazer ou não fazer, dizer ou não dizer...nos vemos sempre diante de alguma escolha. Algumas simples, que não mudam muita coisa na nossa vida, outras, porém, podem-na mudar completamente. E aí está o problema: levar adiante o nosso sonho, o que a gente acredita ser o melhor para nós e para os que estão a nossa volta ou confiar nos desígnios de outra pessoa, que pode de repente avaliar que não é o momento de você realizá-lo??? Você com certeza não deve ter visto muita dificuldade nesta escolha, sem dúvidas você votaria pelo seu sonho, eu faria isso (teoricamente). Mas, nem tudo é tão simples como parece.No fundo eu acredito que essa escolha já foi feita, só não descobriram ainda. Quero estar por perto no desfecho dessa história e mesmo hoje, para ajudar no que for preciso. Boa sorte!!!

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Amigo de verdade é aquele que corrige

Retirado do site www.cancaonova.com.br

Há um princípio fundamental em qualquer amizade: ela deve nos fazer crescer. Como uma árvore boa é podada para poder dar frutos bons, assim também, durante a caminhada de crescimento e de amadurecimento, o ser humano precisa de algumas boas “podas”. Passar por esse processo não é fácil e, muitas vezes, nem aceitamos que qualquer um nos pode. Por isso Deus coloca algumas pessoas especiais em nossas vidas não só com a oportunidade, mas com a missão de nos corrigir para nos fazer crescer.
Monsenhor Jonas Abib, certa vez, escreveu que existem situações de nossa vida nas quais, muitas vezes, só o amigo é capaz de nos corrigir. O conhecimento mútuo, ou seja, a intimidade que uma amizade gera entre duas pessoas produz um conhecimento tão profundo da alma do amigo que nos permite saber a forma e quando corrigi-lo. O amor compartilhado é capaz de abrir “compartimentos lacrados” de nosso coração, os quais precisam da luz da verdade sobre as nossas misérias, para que estas possam ser curadas.
Por causa da abertura de alma que há numa amizade um amigo é capaz de chegar aonde ninguém consegue. Ele é capaz de atingir e tocar nos pontos mais delicados de nossa história, de nossa vida, com toda a maestria que só o amor é capaz de suscitar. São feridas nas quais ninguém havia tocado, mas que somente um amigo é capaz de tocá-las e curá-las com seu amor.
Um bom amigo é como um bisturi nas mãos de Deus, capaz de rasgar a nossa alma para que todas as mazelas sejam expelidas e o coração possa ser curado. Esse processo é muito doloroso no início; não é fácil aceitar a correção e escutar tantas verdades da boca de alguém. Muitas vezes, isso fere, machuca e realmente arranca pedaços, mas, logo depois, o bálsamo do amor do amigo é derramado, consolando, aliviando e cicatrizando as nossas feridas. Alguém precisa fazer o serviço, por isso Deus usa dos nossos amigos. Ele sempre se utiliza de alguém para agir em nossa vida, suscitando a pessoa certa para que, através do amor concreto, toque na ferida e cure o nosso coração.
Pressuposto de uma amizade madura e saudável é a correção. A Palavra de Deus nos ensina: “Corrige o amigo que talvez tenha feito o mal e diz que não o fez, para que, se o fez, não torne a fazê-lo” (Eclo 19,13). Amigo que não corrige, não faz o outro crescer e por isso não ama de verdade. Um relacionamento de amizade verdadeira em Deus não comporta omissão. É preciso haver verdade, sinceridade e por isso liberdade para poder corrigir, mas fazê-lo no amor. Quem ama quer o melhor para o outro e esse melhor, muitas vezes, exige correção.
Saber que alguém que está nos corrigindo nos ama não nos anestesia da dor da “poda”, mas nos traz segurança. Podemos até resmungar, nos irritar, no entanto, ouvimos e acabamos aceitando. Lá na frente veremos o quanto aquela exortação nos fez crescer e nos livrou de tantos sofrimentos.
Se um amigo o corrigiu, aceite a correção! Exortação não é questão de falta de carinho; pelo contrário, é ato concreto de quem ama e quer o melhor para nós. Se um amigo seu precisa de correção, não se omita! Não deixe que o seu medo de perder a amizade por ter de corrigi-lo o leve a perdê-lo definitivamente. Mostre o seu amor e se comprometa com a vida dele. Cumpra sua missão de amigo: corrija e o ganhe para sempre; o ganhe para Deus!
Foto Renan Félix
renan@geracaophn.com
Seminarista da Comunidade Canção Nova